Jhonatan lembrou das dificuldades enfrentadas com o envelhecimento da população, principalmente pelos países em desenvolvimento, e disse que este é um dos maiores desafios da atualidade. Ele chamou a atenção para a criação de mecanismos que proporcionem qualidade de vida aos mais velhos. De acordo com o deputado, a Frente parlamentar em Defesa do Idoso vai propiciar a criação de medidas que auxiliem as pessoas com mais de 60 anos.
Acessibilidade - Atento aos aspectos sociais da população brasileira, o deputado apresentou o Projeto de Lei 459/2011 que assegura a disponibilidade de residências adaptáveis ao uso por idosos e pessoas com deficiência no programa de habitação Minha Casa Minha Vida. O Poder Executivo estabelece, por meio da portaria 93/2010, o percentual mínimo de 3% das unidades residenciais adaptadas ao uso por pessoas com essas características. “O meu projeto visa elevar essa portaria ao patamar de lei para atender essa demanda. O Programa Minha Casa Minha Vida é o carro-chefe das iniciativas do governo federal no campo da habitação, condição que reforça o significado social da minha proposta”, disse Jhonatan.
Roraima – Em Roraima, dados da Secretaria de Trabalho e Bem Estar Social (Setrabes) indicam que a Casa do Vovô e os clubes Eterna Juventude e Criação acolhem cerca de 300 idosos para atendimentos de saúde e recreação. “A prioridade do meu trabalho nesse grupo é atender às necessidades dos idosos do estado”, disse o parlamentar.
Envelhecimento – Dados da Organização Mundial de Saúde revelam que até 2025 o Brasil será o 6º país do mundo em número de pessoas idosas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a expectativa de vida dos brasileiros subiu de 68 para 73 anos na última década. Outro dado relevante, ainda de acordo com o IBGE, é que 55% das pessoas com mais de 60 anos são mulheres. “Esse dado serve para despertar a atenção nesse público. Com o aumento da expectativa de vida nos deparamos com um cenário novo no país. Precisamos nos preparar para envelhecer e a ação do poder público é fundamental nesse processo”, frisou Jhonatan.
Ainda segundo o IBGE, até 2009 eram aproximadamente 21 milhões de brasileiros com mais de 60 anos, número que supera o contingente dos países europeus como França, Itália e Inglaterra. A proporção desse contingente em relação à população total do Brasil passou de 8,8% para 11,1%. Mas, diferentemente do que ocorre na Europa, 32,2% dos idosos brasileiros não sabem ler e 51,4% são analfabetos funcionais. Em 2020, ainda de acordo com o IBGE, a previsão é de que serão 30,8 milhões de idosos no Brasil.
Os avanços obtidos no Brasil nos últimos anos ainda mantêm o país numa posição incômoda em relação a outros países. Ao cruzar os dados da síntese com informações da Organização das Nações Unidas, o IBGE detectou que a esperança de vida brasileira, de 73 anos, deixa o país atrás de nações como Costa Rica, Panamá, Equador e Venezuela.
De acordo com o levantamento a esperança média de vida ao nascer era de 69,7 anos, em 1998. A projeção mais recente é mais favorável para as mulheres, com 76,8 anos, do que para os homens, com 69,3 anos.
Os desníveis entres as regiões persistem, embora tenham diminuído. A diferença entre o Distrito Federal, o maior número com 75,6 anos, e Alagoas, o menor com 67,2 anos, ficou em 8,4 anos, em 2008, enquanto, em 1998, era de 9,7 anos. Em relação à América Latina, o Brasil situa-se em um grupo intermediário, tendo como o topo da lista a Costa Rica, com 78,8 anos, e o menor valor o Haiti, com 61,2.


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